As canções, por Eduardo Coutinho merece muitas honras!
Em uma categoria concorridíssima e de dificil eleição, esta foi a mais desafiadora na retrospectiva do Cinema Nacional do blog, o que é uma prova de que nossos diretores são talentosos e têm realizado excelentes trabalhos. Madame Lumière gostaria de parabenizar todos os diretores brasileiros que engradeceram o Cinema Nacional em 2011 como os trabalhos de Marcos Dutra & Juliana Rojas em Trabalhar Cansa, Toniko Mello em Vips, Rosane Svartman em Desenrola, Marcus Baldini em Bruna Surfistinha, André Ristum em Meu País, Claudio Torres em O homem do futuro, Sérgio Borges em O Céu sobre os ombros, entre outros.
5 - João Jardim, por Amor?
"Uma direção que harmoniza a ficção e o documental, a poesia do visual com a realidade crua dos relatos, a bela fotografia com a consistente interpretação dos atores."
4 - Eryk Rocha, por Transeunte
"Uma direção que transita entre o intimismo, a solidão e a introspecção de um protagonista e a velocidade da vida urbana. O belo olhar de um cineasta sobre a modernidade de homens anônimos."
3 - Gustavo Pizzi, por Riscado
"Uma direção bem conjugada com o roteiro e com a direção de atores. Trabalha a favor de um filme de momentos visuais únicos que celebram o amor pelo trabalho de uma atriz, pelo cinema, pela Arte e não se distancia dos desafios dessa dura realidade."
2 - Jeferson De, por Bróder
"Uma direção que demonstra identidade e afeto. De forma consistente e muito focada, o talentoso cineasta demonstra que sabe contar uma história afetuosa de família e de amigos e realiza uma ótima direção de atores na qual uma protagonista resplandece: a periferia de São Paulo."
1 - Selton Mello, por O Palhaço
"Uma direção completa que reune e maximiza a beleza de vários elementos e a catártica temática da crise da identidade de um palhaço. Do roteiro a fotografia, do elenco a direção de arte, o diretor demonstra um trabalho maduro e consistente que emociona com o riso e com as lágrimas."
Menção Honrosa
Eduardo Coutinho, por Canções
"Com as canções, o cineasta emociona atráves da música e de relatos marcantes de pessoas que tem histórias por trás das canções. Uma direção experiente que conduz o documentário de forma espontânea como deve ser e tão emocionante como o cinema é capaz."
Dos seis diretores que você citou no seu texto, só conferi mesmo o trabalho do Selton Mello, em "O Palhaço", que é mesmo digno de todos os elogios.
ResponderExcluirEstou querendo conferir Riscado. Ainda mais agora ao saber que o filme teve uma boa direção!
ResponderExcluirDessa vez, não conferi "Amor?". Mas tiraria facilmente o Eryk Rocha - pra mim, com uma direção pretensiosa, sem foco, com enquadramentos sem propósito narrativo, num filme raso, arrastado e que se prolonga -, colocando ou o Eduardo Coutinho ou o Sérgio Borges. O restante, concordo plenamente - inclusive em suas posições. Adoro Bróder, tive a oportunidade de conhecer o Jeferson De e até tirei foto com ele - fala parecendo Scorsese, muito rápido, apaixonado; certamente, do meio cinematográfico, a pessoa que achei mais bacana! Selton Mello está muito bem mesmo, pé no chão, emulando até Wes Anderson. Quanto a Riscado, um excelente exercício metalinguístico, além de mostrar as dificuldades da vida de um ator!
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